A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (8), a Operação Gemini, que resultou na apreensão de joias, uma arma de fogo, munições e um relógio de luxo durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e São Paulo.


Ao todo, 12 pessoas são alvos da operação, que investiga um suposto esquema de venda de sentenças judiciais e ocultação de recursos de origem ilícita. Entre os investigados estão o deputado estadual Faissal Calil (PL) e o desembargador Dirceu dos Santos, afastado do cargo no âmbito das apurações. Advogados também estão entre os alvos das medidas judiciais.
A ação é um desdobramento da Operação Sisamnes, que apura a possível atuação de um grupo suspeito de comercializar decisões judiciais em troca de vantagens indevidas.
Além das buscas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. As medidas têm o objetivo de aprofundar a coleta de provas e rastrear a movimentação financeira dos envolvidos.
De acordo com as investigações, os suspeitos teriam participado de um esquema voltado à negociação de decisões judiciais e à ocultação de patrimônio e recursos supostamente obtidos de forma ilícita.
Os investigados poderão responder, conforme o envolvimento de cada um, por crimes como corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre os materiais apreendidos nem informou os próximos passos da investigação, que segue em andamento sob supervisão da Justiça.
