Pesquisa aponta recuo discreto na cesta básica em junho, com custo ainda superior a R$ 900.

Após dez semanas consecutivas de alta, o preço da cesta básica em Cuiabá registrou queda de 0,37% na primeira semana de junho, passando a custar, em média, R$ 915,80. Os dados são do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

Apesar do recuo semanal, o valor permanece elevado e está 8,14% acima da média de R$ 846,76 observada no mesmo período do ano passado. Segundo o levantamento, o custo atual da cesta básica continua entre os mais altos já registrados pela série histórica do instituto.

De acordo com o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, a redução não foi suficiente para aliviar de forma significativa o orçamento das famílias.

“Embora a cesta básica tenha registrado retração semanal neste início de junho, seu custo médio permanece em patamar historicamente elevado, o que vem ocorrendo há algumas semanas. Tal condição, infelizmente, mantém uma pressão significativa sobre o orçamento das famílias, impactando o seu consumo”, afirmou.

Entre os produtos que mais pressionaram os preços, o feijão acumulou a sexta alta semanal consecutiva. O item subiu 5,05% e atingiu média de R$ 9,01 por quilo. Conforme análise do IPF-MT, a oferta restrita, reflexo da redução da área plantada e do período de entressafra, contribuiu para a valorização do produto.

O arroz também apresentou aumento, de 4,32%, chegando ao preço médio de R$ 5,47 por quilo. Além da limitação da oferta, o produto passa por um processo de recomposição de preços após a desvalorização registrada no ano passado.

Na contramão, o tomate registrou a principal queda da semana. O preço do produto recuou 7,67%, alcançando média de R$ 12,28 por quilo. O avanço da safra e o aumento da oferta no mercado ajudaram a reduzir os valores praticados.

Mesmo com a queda expressiva do tomate e de outros itens, os aumentos observados em produtos essenciais, como arroz e feijão, continuam sustentando o custo da cesta básica em níveis elevados.

“Apesar de alguns itens apresentarem forte recuo em sua média semanal, as altas registradas em produtos como feijão e arroz sustentaram o custo médio elevado da cesta básica”, destacou Wenceslau Júnior.

Deixe uma resposta

*

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.